A vida vai passando, e a sua graça vai ficando aos pés das boas e más memórias. Você começa a descobrir que é tudo preto no branco e branco no preto. As coisas mais concretas começam a não fazer sentido, e então você vê então que a história da cegonha não é real.
Você, pequena criança não enxerga mais a beleza, pelo menos não a real. E então, pequenina? O que faremos agora? Você seria capaz de atirar seus valores, seus sentimentos e suas lembranças aos sete ventos? Ah, eu sei que seria. Você facilmente se venderia.
O que é a vida, além de seu armário estufado com marcas, além do carro do seu namorado? Ande, me conte agora! Conte-me criança frágil, como fizeste de sua vida tão podre mas tão vistosa?

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